Aprender uma arte manual faz parte de uma das minhas resoluções para esse novo ano. Tenho uma certa admiração pela forma de vida do passado. Como as pessoas eram criativas, engenhosas e fortes! Suportaram tempos difíceis utilizando muitas vezes como recurso o que a própria natureza provia. A tecnologia dos tempos modernos nos fornecem inúmeras praticidades com seus eletrônicos, a ciência avança a cada dia e as pessoas parecem ser mais sensíveis aos direitos do próximo, mas as épocas remotas demonstravam grande capacidade para discernir seu tempo fazendo uso apenas de sua fé e trabalhando arduamente sobre aquilo que havia ao seu redor. Eles não tinham muito, mas eram ricos pois sabiam fazer do pouco algo de grande valor, que fazia bem, era saudável e que durava e era repassado à posteridade. As coisas, relacionamentos, investimentos, tudo era trabalhado para durar. A vida não era terceirizada e nem descartável como nos tempos atuais. Por causa disso e tantos outros motivos me propus a aprender as técnicas manuais para assim desenvolver um senso maior de subsistência, de capacidade, tentar conhecer o valor do tempo empregado num trabalho que exige um pouco mais de mim e assim conhecer as virtudes que são geradas a partir disso.
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Crochê é uma técnica tão antiga... Quem não sabe? Era passada de geração para geração no passado. As meninas aprendiam com suas avós e mães ainda bem pequeninas, mas infelizmente essa geração não é a minha e nem de muitas mulheres ao meu redor. Nós conhecemos o crochê, mas não sabemos fazê-lo. Achamos lindo, apreciamos quem faz, mas não temos tanto "tempo" nem disposição para aprender. Pesquisando um pouquinho descobri que é uma arte excelente para trabalhar a mente e a articulação das mãos, bem como para prevenir o mal de Alzheimer e até combater a depressão. Se deleitar no crochê garante um bom relaxamento para aqueles que são mais ansiosos. Para mim tem sido bom para despertar o sentido de desafio, que definitivamente é bem adormecido em mim, mesmo em passos de formiguinha.
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| Crochê no estilo rústico - Pinterest |
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| Crochê para mesa - Pinterest |
Aprender a tricotar, fazer ponto cruz, crochê, pintura e tantos outros é uma forma de embelezarmos a vida ao nosso redor, a começar pelo nosso lar. Não é legal ter enfeites produzidos por nossas próprias mãos? E ainda repassar para as nossas gerações? Além disso tudo é tão significativo quando a gente ganha um presente feito pela própria pessoa, não é mesmo? Tanto aquele que faz o presente como aquele que recebe sente seus corações aquecidos pelo amor e carinho nesse momento. Não precisamos presentear dessa maneira somente quando estamos com as finanças apertadas, mas com a intenção de se dedicar àquela pessoa em especial e produzir algo que ela gostaria de ganhar, algo exclusivo para ela. Que represente seu carinho e o quanto ela é querida.

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Eu fiquei muito feliz em saber na semana passada que minha irmã começou a aprender bordado livre (ela fez lindos corações amarelos) e que minha mãe está querendo começar a aprender o amigurumi (devo ou não esperar por lindos ursinhos para os netinhos?), ela já faz ponto cruz e rende trabalhos lindos! Além do meu irmão que é um desenhista de mão cheia! Somos ou não uma família arteira?
"Nas mãos segura o fuso e com os dedos pega a roca". Provérbios 31.19






Que postagem linda e inspiradora!
ResponderExcluirDe fato, receber um presente feito pelas próprias mãos envolve amor e carinho, assim como comprar de quem produz, seja um paninho de crochê para o criado mudo, um marca página pintado em aquarela ou um álbum de elaborado em scrap.
Obrigada por compartilhar esse post, minha irmã! <3
Você disse uma coisa muito boa, minha irmã! Comprar de quem faz... Que bom que hoje em dia as pessoas estão mais conscientes do trabalho manual e o valor dele mesmo que não seja feito por si mesmo. Obrigada por acrescentar isso! Amei ♥
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